Quando olhamos um vídeo finalizado no YouTube e principalmente com youtubers que parecem ser tão naturais em frente a câmera, é muito difícil não pensar: Nossa! Tudo é muito rápido e simples! O problema é que não é bem assim. Gravar vídeo para o Youtube leva um tempo e hoje eu vou te apresentar algumas mudanças que fiz no meu setup de gravação desde a última vez que o apresentei lá no canal e como ocorre o processo em si de gravação.

Esse post é para não só compartilhar parte da minha rotina mas também para inspirar você, que pensa em ter seu canal e gravar vídeo o para YouTube a criar seu próprio processo de produção e pós produção.

Não vou entrar em detalhes sobre a edição do vídeo, pois isso é assunto suficiente para outro post. Aqui estão apenas o equipamento e o processo, o chamado workflow. Vamos lá?

Passo 1: Conteúdo e roteiro.

Eu sempre gosto de separar o tema, redigir um roteiro rápido sobre ele. São só tópicos organizados em sequência para que eu saiba como seguir na hora de falar. É esse roteiro que se tornará um post no blog.

O roteiro desse post, por exemplo, foi feito em passos apenas para me orientar na sequência do que falar.

Passo 1: Roteiro…

Passo 2: Cenário…

Passo 2: Cenário.

Eu me preocupo muito com a estética da minha estante. Ela é o principal elemento visual de cenário que utilizo. Ela é o cenário em si, na verdade. Ela toma todo o campo de visão atrás de mim e gosto de destacar elementos específicos como o balde de pipoca do capacete do Homem de Ferro, ou a luminária do Deadpool, os funkos, os meus livros favoritos, itens de Harry Potter e tudo mais. Gosto de alternar a posição dos livros de vez em quando, separá-los em categorias, gêneros, embaralhar, separar por cores e por aí vai.

Eu sei, nada do que falei tem a ver com o assunto principal do canal e nem é esse meu objetivo. Mas como quero passar esse clima intimista com o meu espectador eu preciso criar realmente a atmosfera do cara que tá compartilhando dicas no seu quarto da forma mais simples e descontraída possível.

Passo 3: Luz!

Eu já mostrei os dois kits de iluminação que utilizo. Cada kit é composto de um tripé, um soquete duplo, duas lâmpadas de 45w brancas e frias e uma sombrinha difusora. Você pode optar por softbox, porque isso sempre gera dúvida. Inclusive, se você tiver orçamento eu até recomendo. Mas para início eu optei pelas sombrinhas pelo ótimo preço que consegui.

Cada kit desse me saiu a R$ 170,00 já com frete incluso. Somaram R$ 340,00 tudo. Um kit da softbox (tripé, soquete único sem lâmpada e a softbox) custava em média R$ 400,00 a R$ 500,00. Ficou inviável para início do trabalho.

Ajusto os tripés após montados da altura que pretendo ficar durante a gravação. Eu tenho quase 1,80m então quando fico de pé prefiro que eles fiquem da altura do meu rosto. Um kit de cada lado, assim evitam que haja sombras.

Se for um vídeo onde eu fique sentado, como em lives por exemplo, eu as ajusto um pouco acima do meu rosto.

Passo 4: Tripé e câmera.

Ajusto o tripé bem centralizado entre as luzes. Eu já tenho aqui a altura certinha, mas basicamente é colocá-lo de frente pra mim na altura dos meus olhos. Observo o nível se está bem marcado e estável. Depois é só colocar a câmera.

Sobre a câmera, agora estou utilizando uma Canon EOS SL2. Eu troquei a Canon EOS T6 que utilizava antes porque ela não tinha autofoco em vídeo e isso fazia com que eu tivesse que ficar o vídeo todo parado, sem podem me movimentar muito devido o foco manual. Além disso, ela não tinha entrada para microfone e por mais que eu já tivesse conseguido me adaptar a gravar o áudio com o celular e sincronizar na edição, dava trabalho.

Com a SL2 eu tenho foco silencioso e automático rastreando meu rosto durante todo o tempo, garantindo que eu sempre esteja em foco. Me dá muito mais liberdade de me movimentar quando estou de pé e com a entrada para microfone o vídeo já é gravado com o áudio do meu lapela da Boya. Tem vídeo sobre ele no canal!

Passo 5: Microfone + configuração.

Plugado o meu lapela eu normalmente uso a configuração automática e já obtenho ótimos resultados. Só é necessário se atentar a chave de ligar/desligar do microfone, já que ele funciona mesmo desligado em smartphones e quando preciso migrar para a câmera as vezes acabo esquecendo de setar em ligado.

Passo 6: Configurando a câmera.

Já estamos com quase tudo pronto. Agora é hora de preparar sua câmera para gravar. Ótimas câmeras com configurações erradas podem gerar um péssimo vídeo. A primeira configuração que seto é o framerate, ou os frames por segundo. Normalmente gravo em 1080p a 30fps. A Canon SL2 até tem a opção de você gravar a 60fps mas é mais utilizado por pessoas que querem editar vídeos em câmera lenta. Como meus vídeos são vlogs simples, 30fps é o suficiente.

Depois vamos configurar a velocidade do obturador. Não é uma regra exata mas é interessante que esse número seja o dobro da quantidade de frames que você acabou se setar. Por exemplo, se utilizamos 30 fps então o a velocidade do obturador deve ser 1/60.

Agora vamos setar a abertura do diafragma. Isso vai depender da lente que você utiliza. Eu gosto de setar no mais aberto possível que minha lente me permita, para entrar o máximo de luz. A abertura máxima da minha lente é de f4.0. Quanto MENOR esse número for, MAIS luz entra na sua câmera. Se você já definiu sua abertura máxima e ainda assim sente o vídeo escuro, é a hora de mexermos no ISO.

No ISO eu sempre coloco em 100 para que eu observe a quantidade de luz que irá entrar e como a câmera irá se comportar. Aqui, quando MAIOR for esse número MAIS sensibilidade a luz sua câmera vai ter. Testo 200, 400, 800 até encontrar o que mais me agrada. Só é importante lembrar que quanto mais alto o ISO mais chances de você ter uma imagem meio granulada, então use com moderação. Também vale dar uma passada no modo automático para verificar como fica.

Pronto! Basta ir na frente da câmera e dar um toque no meu rosto para que ela comece a rastrear sem parar para que eu nunca saia de foco.

Passo 7: Post.

Depois de gravado o vídeo eu venho para o computador e edito um post como esse que você está lendo agora. Enquanto todas as ideias do vídeo estão frescas. Redigo com o máximo de detalhes e tento passar aqui as mesmas informações do vídeo ou talvez até mais!

Passo 8: Edição.

Não vou explicar passo a passo da edição já que eu pretendo ter um outro post e vídeo só falando sobre como edito os vídeos. Mas de antemão, aqui eu utilizo o Wondershare Filmora como editor. Ele é um editor bem simples mas com recursos bem avançados. Até hoje funciona muito bem e me atende em tudo o que preciso.

Gosto de fazer cortes na minha fala para dinamizar o vídeo, rever várias vezes, adicionar o texto, trilha sonora e transições. Esse processo, hoje, é bem mais rápido. Você pega o jeito e principalmente porque com a SL2, como falei, não preciso mais gravar o áudio com o celular e sincronizar na edição. O arquivo que ela gera já é com o áudio do microfone lapela inserido.

Passo 9: Publicação.

Também iriei fazer um post só sobre o processo de publicação, pois ele é muito importante para que o vídeo vá bem e consiga alcance. Mas para resumir, eu nunca publico meus vídeos assim que os edito. Gosto sempre de agendá-los para uma data futura. No YouTube eu defino a data de postagem, redigo a descrição padrão que já tenho salva, adiciono as tags que tenho a ver com meu vídeo (exatamente igual a como fazemos com as hashtags do Instagram) e adiciono o link das redes sociais.

Após o vídeo carregar, ainda coloco telas finais e cartões. São ótimas formas de fazer o público ver mais conteúdo do seu canal. 

Após isso, eu só espero pela data programada, aviso os seguidores no Instagram que irá sair um vídeo sobre tal tema e lanço o vídeo. As chances das pessoas irem de uma rede social para outra por conta do seu vídeo é maior pois você já as deixou na expectativa do que irá sair.


Eu sei, é muita coisa! Mas além de entrar no costume, cuidar com zelo do seu trabalho é uma das características fundamentais de quem quer crescer na internet. Com o tempo todo esse processo é executado mais rápido e você pode adaptar conforme sua necessidade.

Nem todo mundo tem blog em texto, você já não precisa adaptar os roteiros. Há pessoas que nem fazem roteiros, só vão pra frente da câmera e já começam a falar do que querem. Todas são adaptações conforme for o seu caso.

Espero que te ajude a organizar sua produção de conteúdo. Me conta como você faz!

Até a próxima!


Miller Rangel

Advogado. Influencer. YouTuber. Minha missão é te mostrar como a influência digital pode mudar completamente a forma como você trabalha seu conteúdo e seu público, como você enxerga sua marca, fecha boas parcerias para rentabilizar muito e, principalmente, como você pode aumentar seu número de conversões em clientes.

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